(... quando eu defino meu estado civil
de forma mais esclarecedora do que as opções das fichas de
crédito)
Estive tentando
refletir sobre um comentário recebido no meu texto anterior aqui
desse blog: a de que eu merecia ser feliz e contar menos histórias
tristes. E eu aí eu realmente parei para reler meus textos e pensar
com afinco sobre o meu relacionamento. Percebi que tenho um
relacionamento feliz. Mas definitivamente eu não consigo
escrever sobre os momentos felizes. Como se a felicidade fosse
efadonha demais e a tristeza excessivamente inspiradora.
Lembrei que quando tá tudo bem na minha vida eu também esqueço
de rezar. Sei que é injusto, mas pelo menos é sincero: só lembro de
Deus nos momentos de aflição. Só consigo me ajoelhar perante ele
quando estou no desespero. Seriam os meus textos verdadeiros
pedidos de ajuda divina?
A premissa é tão
verdadeira que eu sumi daqui por um longo tempo. Eu nem havia
percebido que tava tudo tão bem que eu não tinha motivo
para voltar. Eu não tinha o que falar. Meu coração tagarela
ficou mudo. Minha mente inquieta se tranquilizou. E meu altar
virtual ficou vazio.
Felizmente (ou
infelizmente) esse blog sobreviverá. Ao contrário do que diz o
novo código civil sobre o concubinato, apesar de morar debaixo do
mesmo teto há mais de 3 anos, minha união não consegue ser estável.
E ela oscila entre momentos devera felizes e acontecimentos que me
fazem parar para escrever. E eu nem sempre estou certa. Mas meus
sentimentos são tão intensos que eu não consigo deixar de
externá-los. E acabo quase sempre metendo os pés pelas
mãos.
Não quero parecer
triste porque, de fato, não sou.
Acabo de descobrir
que acho a estabilidade um tema chato (e feliz) demais para ser
digno de estar aqui. E vivam as milhares de uniões instáveis
existentes por aí! Porque a dor provocada por elas é
extremamente deliciosa de se relembrar (e ler) depois que ela foi
devidamente curada e superada.
Amém!
carolzinha
Sex 14 Nov 2008 14:17