Home Data de criação : 07/05/06 Última atualização : 09/05/13 14:23 / 16 Artigos publicados
 

DIVA  escrito em quarta 13 maio 2009 14:23

(... quando eu homenageio a pessoa que validou minha sexualidade e ainda fez EU e ELE querer mais e mais)
 
Foi um típico encontro "CASAL" chama "AMIGA LIBERAL" para baterem papo no sábado a noite. Nós já tínhamos compartilhado ELE em uma noite anterior há muito tempo atrás, mas sem nenhum tipo de contato entre nós duas. Como disse outra vez: adoro dividi-lo sob minha supervisão.
Alguns copos inocentes de vodka depois e brincadeirinhas com caráter pra lá de devasso, ela foi categórica em dizer que treparia com ele de novo somente se pudesse me pegar antes. E eu fiquei absurdamente surpresa porque faz um tempo que eu tento achar alguém que queira trepar a três.
Eu não tive tempo de pensar, porque nos atacamos no mesmo momento. O apartamento de vidros vazados deixou vazar toda a nossa intimidade. Mas isso nem estava do escopo das preocupações enquanto eu transava com outra mulher.
Foi ótimo pois fazia tempo que eu não me sentia tão desejada, nem mesmo por ELE. Nos beijamos loucamente, com força. Ela estava ávida por me chupar, sentir, dedilhar, esfregar ... e me conduzia a repetir seus movimentos, sedenta por uma retribuição a altura. Fiquei sem saber se meu desempenho foi bom, mas acho que sim pois eu a chupei por diversas vezes e senti suas vibrações, mais fortes quando ela gemia ou estremecia quando eu a chupava ao mesmo tempo que enfiava meus dedos e lhe fazia carinhos internos. Fizemos de tudo no tapete quadriculado em tons magenta e laranja. Durante os 40 minutos em que trepamos, ELE assistiu e fez uma cara de que estava gostando do que via. ELE se divertia sozinho, dizia que aquela cena estava fantástica e que nunca esteve tão excitado. Ao mesmo tempo que esperava sua vez, parecia estar realizado com o fato de ter duas mulheres metendo na sua frente.
Foi quando ELA gozou e me fez gozar. Cochichou no meu ouvido e pediu encarecidamente: "Posso foder com ELE? Vamos meter com esse gostoso?". E aí sim a coisa começou a ficar do jeito que eu queria. Nós atacamos ELE. Enquanto ELA o beijava de forma avassaladora, EU o chupava. Depois dividimos o pau dele, chupando-o ao mesmo tempo. Então ela montou nele e começou a cavalgar. E eu me dividia para beijar os dois e chupar os peitos daquela que estava me iniciando em um jogo que há muito tempo eu anseava jogar. E ficamos nos divertindo a três, sem pressa de nada. Finalizamos comigo de quatro, ELA me beiijando e acaraciando os meus peitos e ELE gozando vertiginosamente.
Deitamos no mesmo tapete xadrez e ficamos rindo do momento. ELA até falou: "A gente bem que podia ser um casal de três". Tenho certeza que nenhum de nós se opõe. Final de semana vai rolar outra vez!
Obrigada, DIVA!
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ÍMPAR PERFEITO  escrito em sexta 03 abril 2009 04:05

(... quando eu divago sobre a minha vontade tentadora de ter um relacionamento a três)
 
Muito se ouve falar do seu par perfeito. Já passei dessa fase. Eu tô mesmo a fim de encontrar o NOSSO ímpar perfeito. Explicando melhor: eu quero encontrar umas garotas que topem se juntar a nós na cama.
Tenho tido uma vontade absurda de dividir ELE com mais outra mulher. Acho que essa vontade é oriunda de dois fatos: (i) eu tô louca pra trepar com uma mulher e (ii) eu sou uma voyeur assumida - sinto tesão maluco de ver ELE com outra(s).
Já dividi faz tempo essa minha vontade. Até tentamos satisfazer isso com uma garota de programa. Foi legal e ficou aquele gostinho de quero mais.
Sinto que não sabemos nada sobre o assunto. Nos rendemos ao fato de que gostamos mesmo é de uma boa sacanagem. Mas como fazê-la?
Será que eu sou a única pessoa no mundo com vontade de trepar a três que não tem a mínima idéia de como encontrar esse ímpar perfeito?
Acho que, como iniciante, eu não sei ir atrás e identificar uma mulher que partilhe essa vontade. E que queira se juntar a nós para meter, unicamente. As dores e delícias do relacionamento são algo exclusivamente nosso. Mas uma boa sacanagem podem e devem ser assunto meu, dele e de outras mulheres que estejam nessa sintonia.
Algumas pessoas dizem que não nos amamos. Que cafona esse pensamento. No mundo de hoje, essa coisa do sexo possessivo é tão ultrapassada. Eu não tenho vontade de dormir com outro cara. Mas tenho a sensibilidade de perceber que ELE deseja outras. E o mais maluco é que eu fico louca de notar essa vontade. E fico mais louca ainda com as possibilidades de satisfazê-la.
Mas eu realmente não sei como... e agora?*
 
* ACEITO SUGESTÕES!
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DE QUATRO  escrito em quarta 18 fevereiro 2009 11:37

(... quando eu canto parabéns para a minha própria história)
 
 
Hoje EU e ELE completamos 4 anos de história. É um relacionamento infanto-maduro, que "já sabe ler e escrever e já é grande o bastante pra deixar a gente viver".
 
E é incrível o quanto a frase acima nos explica. Conseguimos juntos descontruir mitos sobre relacionamentos e, com base nessa desconstrução, vamos construindo algo nosso. E é por isso que é tão especial. Não tem regras, não tem explicações. Especialistas analisariam e diriam que não existe. Teóricos diriam que isso não é amor. Mas só nós dois sabemos o quanto é mágico e diferente.
 
E nós dois fazemos diferentes leituras de tudo. Ele acha que eu exagero nos pedidos de atenção. E eu acho que ele poderia ser mais óbvio. Mas no final das contas, o que importa mesmo é que nenhum dos dois consegue ser resistente quando o assunto é fazer o outro feliz. E não economizamos injeções de ânimo e pedidos de desculpas. Saímos da nossa razão incondicional para dizer que o outro está certo e que sentimos muito por qualquer pequena chateação.
 
O senso de proteção é algo grandioso e inexplicável. A vontade de ver o outro bem é que nos alimenta. Cumplicidade é praticamente a nossa lei. Flexibilizamos e montamos teorias que nos agradem e que sejam propícias a cada momento. E são inúmeros momentos especiais, que só existem porque fazemos um esforço diário para que eles aconteçam.
 
Damos risadas de madrugada falando besteiras e teorizando sobre nós mesmos. E há quem diga que quando deixarmos de rir um do outro, passaremos a chorar. Mas eu duvido que um dia isso aconteça. E não por romantismo exarcebado, mas por saber que o que nos move é a vontade que temos de que esses momentos fantásticos se repitam sempre. Porque eles são pesados de tanta leveza! O tempo é relativo, a coisa é tão perfeita que parece que esses 4 anos são 40. E eu realmente quero que eles se tornem 40, porque signifca que eu vou multiplicar por 10 todas as sensações maravilhosas que venho vivendo até aqui.
 
OK! Eu sei que a coisa toda tá muito água-com-açúcar, mas o que posso fazer se hoje completam 4 anos que eu vivo totalmente "de quatro" por ELE?
 
 
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NOVO ANO  escrito em terça 13 janeiro 2009 12:32

... quando eu sigo as tendências do Ano Novo e me desafio a não valorizar tanto as  Crises Novas que podem (ou não) surgir no meu relacionamento.

Eu estava esperando o Ano Novo proporcionar novos embates e inseguranças para que eu desse as caras por aqui.

Mas ontem eu percebi que o sentimento proporcionado por um momento feliz pode ser tão inspirador quanto a tristeza, basta eu me permitir a senti-lo e deixar de querer controlá-lo. Tudo começou quanto ELE me abraçou fortemente e disse com toda a sinceridade que era muito feliz ao meu lado porque eu o fazia se sentir bem. E foi o abraço mais intenso que eu recebi desde que nos conhecemos. Não foi um simples abraço, foi um alerta para que eu passe a reconhecer atitudes simples do nosso relacionamento ao invés de exigir monótonos “eu te amo”; para que eu me importe também com o momento atual e ajude-o mais a construir do que implorar pela volta ao passado, afundada em um saudosismo nostálgico.

Eu percebi a importância de reconhecer o momento em que o amor e o carinho se exprimem de formas não convencionais. E eu preciso estar ligada a isso, ao invés de ficar decepcionada se as coisas não saem exatamente como eu gostaria que fosse ou como a revista NOVA deu a dica do que seria ideal.

Chega! Definitivamente eu preciso ser mais feliz e reconhecer muito mais os momentos felizes que irão rechear meu 2009!

E ouvir que eu o fazia feliz me fez crer que eu estou no caminho certo e que essa relação tão intensa tem tudo para ser extremamente próspera!

Feliz NOVO EU!

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UNIÃO INSTÁVEL  escrito em sexta 14 novembro 2008 04:04

(... quando eu defino meu estado civil de forma mais esclarecedora do que as opções das fichas de crédito)
 
Estive tentando refletir sobre um comentário recebido no meu texto anterior aqui desse blog: a de que eu merecia ser feliz e contar menos histórias tristes. E eu aí eu realmente parei para reler meus textos e pensar com afinco sobre o meu relacionamento. Percebi que tenho um relacionamento feliz. Mas definitivamente eu não consigo escrever sobre os momentos felizes. Como se a felicidade fosse efadonha demais e a tristeza excessivamente inspiradora. Lembrei que quando tá tudo bem na minha vida eu também esqueço de rezar. Sei que é injusto, mas pelo menos é sincero: só lembro de Deus nos momentos de aflição. Só consigo me ajoelhar perante ele quando estou no desespero. Seriam os meus textos verdadeiros pedidos de ajuda divina?
 
A premissa é tão verdadeira que eu sumi daqui por um longo tempo. Eu nem havia percebido que tava tudo tão bem que eu não tinha motivo para voltar. Eu não tinha o que falar. Meu coração tagarela ficou mudo. Minha mente inquieta se tranquilizou. E meu altar virtual ficou vazio.
 
Felizmente (ou infelizmente) esse blog sobreviverá. Ao contrário do que diz o novo código civil sobre o concubinato, apesar de morar debaixo do mesmo teto há mais de 3 anos, minha união não consegue ser estável. E ela oscila entre momentos devera felizes e acontecimentos que me fazem parar para escrever. E eu nem sempre estou certa. Mas meus sentimentos são tão intensos que eu não consigo deixar de externá-los. E acabo quase sempre metendo os pés pelas mãos.
 
Não quero parecer triste porque, de fato, não sou.
 
Acabo de descobrir que acho a estabilidade um tema chato (e feliz) demais para ser digno de estar aqui. E vivam as milhares de uniões instáveis existentes por aí! Porque a dor provocada por elas é extremamente deliciosa de se relembrar (e ler) depois que ela foi devidamente curada e superada.
 
Amém!
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